Quais São as Primeiras Vacinas dos Bebês?

Quais São as Primeiras Vacinas dos Bebês?
Ellen Cristie
Ellen Cristie19, Dezembro - 2020

Logo após o nascimento, os bebês estão totalmente expostos a uma diversidade de doenças. Para protegê-los dos males que afetam os seres humanos, há um calendário vacinal elaborado pelo Ministério da Saúde com vacinas gratuitas e ministradas em postos de saúde.

Os recém-nascidos têm uma cartilha individual de vacinação, que protege a criança até os 14 anos. Ainda na maternidade, eles já recebem uma série de vacinas.

Abaixo, listamos as principais vacinas que devem ser aplicadas nos determinados meses e suas funções. Muitas delas são oferecidas pelo Ministério da Saúde. Algumas são oferecidas apenas na rede particular. Veja:

Como funcionam as vacinas?

Constituídas por agentes patogênicos – sejam vírus ou bactérias, vivos ou mortos – ou ainda por seu derivados, as vacinas estimulam o sistema imune a produzir anticorpos contra esses “seres” causadores de infecções.

Vacinas são seguras, provocando poucas reações adversas – geralmente leves e de curta geração. São consideradas as principais formas de prevenção de inúmeras doenças.

Ao ser vacinado, o corpo do bebê detecta a substância contida na vacina e passa a produzir anticorpos capazes de defender o organismo. Com os anticorpos no corpo, o ser humano fica imune a grande parte das doenças causadas por vírus e bactérias.

Recém-nascido

  • BCG: Essa vacina tem dose única e previne contra formas graves de tuberculose, causada pelo bacilo Calmette-Guérin. A doença é infecciosa e afeta os pulmões, podendo atingir outras regiões do corpo. A segunda dose pode ser aplicada com um intervalo mínimo de seis meses entre as duas.
  • Hepatite B: É uma vacina em três doses. A primeira deve ser aplicada em até 12 horas após o nascimento; a segunda após 30 dias e a terceira, após seis meses. A hepatite B é uma doença séria, que pode causar infecções ou tumores no fígado. Entre os sintomas estão mal-estar, dor de cabeça, náuseas, febre, fadiga, vômitos e aversão a determinados alimentos.

Dois meses

  • VIP: É a vacina inativada poliomielite, que previne contra a poliomielite ou paralisia infantil, doença causada por um vírus que habita o intestino, causando uma inflamação na medula espinhal. São três doses e reforços – aos 2, 4 e 6 meses, e reforços aos 15 e 18 meses, e aos 5 anos.
  • Pentavalente: A vacina previne contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e outras infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae. O esquema básico corresponde a três doses, administradas aos 2, aos 4 e aos 6 meses, com intervalo de 60 dias entre as doses. São necessárias doses de reforço com a vacina DTP aos 15 meses e aos 4 anos.
  • Pneumocócica: Essa vacina protege contra as doenças causadas pela bactéria pneumococo (Streptococcus pneumoniae), como pneumonia, otite e meningite. A vacina é recomendada em três doses no primeiro ano de vida, mais uma dose de reforço entre 12 e 15 meses.
  • Rotavírus humano: O rotavírus é uma das principais causas de diarreia acentuada em lactentes. A vacina é indicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, sendo que a segunda dose pode ser até 7 meses e 29 dias. É recomendável manter um intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

Três meses

  • Meningogócica: A vacina protege contra a bactéria meningococo C, causadora da meningite, uma infecção das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Essa doença é grave e atinge especialmente as crianças, podendo provocar paralisia. São recomendadas duas doses até o primeiro ano – aos 3 e 5 meses (intervalo mínimo de dois meses), com um reforço entre 12 e 15 meses.