Diástase Abdominal Pós-Gravidez: O Que Fazer

Diástase Abdominal Pós-Gravidez: O Que Fazer
Ellen Cristie
Ellen Cristie3, Fevereiro - 2021

A diástase abdominal é o deslocamento dos músculos retoabdominais – aqueles que formam os famosos “gomos” em pessoas que exercitam o abdômen – e do tecido conjuntivo.

O deslocamento pode chegar a 10 centímetros de distância e ocorre devido à fraqueza do músculo abdominal, que fica distendido com o crescimento da barriga na gestação.

Geralmente, a diástase ocorre durante a gravidez e é uma das principais causas de flacidez abdominal e dores lombares no pós-parto. Mas também pode ocorrer fora da gravidez, quando as pessoas levantam objetos muito pesados e com postura incorreta.

Quais são as causas da diástase abdominal?

A gravidez é a principal causa da diástase abdominal. É que durante a gestação o útero se expande e provoca a separação dos músculos da região central do abdômen. Além disso, outros fatores contribuem para a diástase. São eles: obesidade, desnutrição, perda de peso repentina (no caso de obesos) e excesso de peso com postura inadequada.

Principais complicações

Como a diástase abdominal provoca fraqueza nos músculos retoabdominais, é possível que a pessoa sinta a sobrecarga na coluna, resultando em dores nas costas, comprometendo a postura. Além disso, essa fraqueza pode favorecer o surgimento de hérnias na região abdominal.

Há prevenção contra a diástase abdominal?

Não há uma prevenção específica para a diástase. A recomendação dos médicos é que as mulheres deem um espaço de dois anos entre as gestações. Exercícios físicos regulares, direcionados ao abdômen, também podem contribuir para impedir a diástase e fortalecer a região, sempre sob a orientação de um educador físico.

Como é feito o diagnóstico?

O médico pode observar a diástase pós-parto ao verificar a região abaixo do umbigo. Geralmente, a mulher com diástase fica com a pele flácida na região, além de de apresentar uma protuberância incomum no abdômen ao levantar peso, tossir ou agachar.

Exames clínicos e de imagem – como ultrassom e tomografia computadorizada – são os principais elementos para fazer o diagnóstico. A análise clínica envolve também a observação dos músculos do abdômen, já que pode haver um abaulamento, fazendo com que a barriga se torne mais protuberante.