8 Dicas Para Reduzir o Enjoo na Gravidez

Na maioria das vezes, ele é mais frequente pela manhã ou pode ocorrer várias vezes ao dia e estar associado a vômitos

8 Dicas Para Reduzir o Enjoo na Gravidez
Ellen Cristie
Ellen Cristie23, Fevereiro - 20216.4 minutos de leitura

Considerado um dos primeiros sintomas da gestação, o enjoo começa na 5ª semana de gestação e dura, em média, até a 16ª semana. Embora ocorra em diferentes níveis de intensidade e duração, provocam mal-estar e ainda podem ser acompanhados de vômito e cansaço.

Na maioria das vezes, ele é mais frequente pela manhã ou pode ocorrer várias vezes ao dia e estar associado a vômitos. Mesmo que seja sentido pela maioria das grávidas no primeiro trimestre, tendendo a desaparecer após essa fase da gestação, em alguns casos o enjoo também pode durar toda a gravidez.

Causas do enjoo

Durante a gravidez, a mulher passa por uma série de alterações hormonais. Estudos mostram que há uma relação entre enjoos e os níveis do hormônio beta-hCG. Quanto maior o nível de hormônio, maior é a chance de ocorrerem náuseas e vômitos nesse período. No entanto, apesar da grande incidência em mulheres grávidas, os enjoos não costumam prejudicar o andamento da gravidez.

Nos casos mais graves, quando a frequência dos vômitos aumenta, o diagnóstico pode vir a ser de hiperêmese gravídica, problema que leva à desidratação e alterações eletrolíticas (anormalidades nos níveis de sódio, potássio e/ou cálcio. Outros desequilíbrios de eletrólitos são menos comuns ou graves e ocorrem frequentemente em conjunto com os anteriores.

Mas como evitar as crises?

Não há uma fórmula única e mágica de acabar com os enjoos, mas determinadas atitudes podem reduzir as crises e torná-las suportáveis. Para ajudá-la a ter mais qualidade de vida na gravidez, listamos 8 dicas preciosas. Vamos a elas:

Prefira alimentos mais frios e menos temperados

Consumindo alimentos leves e não muito temperados, o risco de que eles causem enjoos é menor porque exalam menos cheiro e, consequentemente, provocam menos mal-estar. Dê preferência para alimentos que podem ser cozidos, ou consumidos sem pele.

Na gestação, é normal que as mulheres fiquem mais sensíveis a cheiros e sabores. Por isso, é importante que elas evitem odores muito fortes que possam causar náuseas e vômitos. Opte por alimentos ricos em vitamina B6 como banana, cenoura cozida, melancia ou castanha.

Ao acordar, opte por comidas salgadas

Ao acordar pela manhã, prefira um alimento leve (uma bolacha ou lanchinho) e aguarde, em média, entre 20 a 30 minutos para levantar-se da cama. Isso evita o mal-estar típico desse período do dia.

Evite a todo custo gorduras e alimentos condimentados, pois estes exigem mais do seu corpo. Torradas e bolacha de água e sal, por exemplo, são alimentos de fácil digestão, sendo uma boa forma de reduzir o enjoo matinal provocado pelo estômago vazio.

Consuma gengibre

Comer um pedaço ou balas de gengibre é bom para a digestão, além de diminuir a irritação da parede do estômago. O gengibre tem propriedades que podem reduzir o enjoo causado pela gravidez, além de ajudar na digestão e diminuir a irritação da parede do estômago.

Uma ótima forma de consumir o gengibre e reduzir os sintomas de enjoo, é beber o chá de gengibre, mastigar um pedacinho de gengibre pela manhã ou chupar uma bala de gengibre. Para fazer o chá de gengibre basta colocar 1 cm de gengibre em 1 xícara de água fervente e deixar por alguns minutos. Depois, tirar o gengibre, deixar amornar e beber em seguida.

Muitos estudos mostram que é seguro usar o gengibre na gravidez desde que não ultrapasse 1 grama de gengibre por dia.

Faça pequenas refeições, com intervalos de três horas

Evite ficar muitas horas sem comer, porque o estômago vazio piora a náusea. O ideal é comer com intervalos curtos e regulares, mesmo que seja uma fruta ou uma barra de cereal.

Pratique exercícios sob orientação

A atividade física sob supervisão médica age mais como um desestressante. Faz a mulher esquecer até mesmo dos enjoos. De acordo com especialistas, gestantes podem fazer até 150 minutos por semana de exercícios físicos, de intensidade baixa à moderada. Os mais indicados são: treino do assoalho pélvico, hidroginástica, caminhada, ioga e alongamento.