Saúde do bebê: como lidar com as reações às vacinas

Entre os fatores alergênicos mais comuns estão: a proteína do ovo, do leite e a gelatina

Bebê tomando vacina
Ellen Cristie
Ellen Cristie17, Junho - 20216.2 minutos de leitura

Considerada como a melhor forma de prevenir doenças infecciosas graves e evitar epidemias, a vacinação infantil é fundamental para a saúde do bebê. No entanto, algumas vacinas podem apresentar reações adversas, de acordo com a diversidade de componentes e características de pessoa a pessoa.

Os pais devem ficar atentos às alergias do bebê. Entre os fatores alergênicos mais comuns estão: a proteína do ovo, do leite e a gelatina. No entanto, há também as reações registradas em bebês e crianças que não têm alergia. 

Mas quais são as principais reações adversas às vacinas?

As principais reações adversas às vacinas são febre, dor local, dor de cabeça, vermelhidão, mal-estar e cansaço. Geralmente, os efeitos podem durar até 48 horas após a vacinação, sendo bebês e crianças os que mais sentem, já que eles ficam mais irritados, chorosos e inquietos. 

Abaixo, fizemos um resumo dos principais sintomas após a vacinação. São eles:

Vermelhidão e dor local

A região em que a vacina é aplicada - perna, braço ou nádegas - pode ficar avermelhada e dolorida frente ao toque. O mais indicado é aplicar gelo na região até que os sintomas desapareçam.

Febre e dor de cabeça

Uma febre que dura entre dois e três dias é uma reação comum para quem tomou vacina. A temperatura mais elevada pode vir acompanhada de uma dor de cabeça, especialmente no dia que a vacina foi aplicada.

Antitérmicos e analgésicos funcionam bem, desde que prescritos pelo médico. Podem vir na forma de xarope, comprimidos, supositórios e gotas, todas recomendadas pelo pediatra.

Mal-estar e cansaço

A sensação de indisposição, sonolência ou fadiga podem vir atreladas a alterações gastrointestinais como diarreia e falta de apetite. 

No caso de bebês ou crianças, também é comum o choro, a irritabilidade e falta de motivação para brincar.

O recomendável é se alimentar de sopa de legumes, frutas cozidas e muita água. O bebê pode comer papinhas salgadas ou pequenas quantidades de leite. Descansar ou até mesmo dormir pode ajudar na recuperação mais rápida.

Outros sintomas também comuns são:

  • Dor local
  • Irritabilidade
  • Falta de apetite
  • Sono 
  • Dor de cabeça
  • Dor muscular

Há alguma forma de ‘driblar’ as reações?

Alguns especialistas sugerem que os pais usem um antitérmico na criança, antes da aplicação da vacina. Outros propõem a utilização do medicamento logo após a aplicação. O fato é que a maior parte dessas reações duram pouco tempo, a exemplo da sonolência e da dor local.

Como aliviar os sintomas?

Assim como é comum os pais usarem antitérmicos ou analgésicos para conter uma possível febre, algumas atitudes podem evitar as reações adversas, como a aplicação de gelo na região da vacina. 

O gelo pode ser enrolado em uma fralda ou pedaço de pano e colocado pelo menos três vezes ao dia na região afetada, até que o incômodo (dor) e a vermelhidão desapareçam. 

Alimentar-se de maneira saudável também ajuda na rápida recuperação de quem tomou a vacina, assim como a hidratação oral (beber bastante água). Alternar banhos - frios e quentes - também ajudam a controlar a temperatura corporal.  

Quando ir ao médico 

No caso de os sintomas não desaparecerem em até três dias ou até uma semana (no caso de febre, vermelhidão e dor local), o ideal é que os pais marquem uma nova consulta com o pediatra para que seja feita uma avaliação da criança.

E nos casos mais graves?

Quando as reações às vacinas são mais fortes, como dificuldade de respirar, coceira intensa, inchaço em alguma região do corpo (rosto, braços e pernas) ou sensação de “bolo” na garganta, o ideal é procurar ajuda imediata, porque pode ser que tenha ocorrido algum tipo de alergia a alguma substância da vacina. 

Em meio à pandemia…

Nenhuma vacina prevista no calendário de imunização brasileiro deve ser interrompida em decorrência da COVID-19. 

Vale lembrar que a não vacinação pode levar a novas epidemias.