Gestação e zika vírus

O zika vírus é responsável por causar uma série de problemas, tanto para a mamãe quanto para o bebê

Mãe segurando um bebê
Ellen Cristie
Ellen Cristie24, Maio - 20215.1 minutos de leitura

Transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, da chikungunya e febre amarela - o Aedes aegypti -, o zika vírus é uma das grandes preocupações das gestantes e de mulheres que pretendem engravidar. É que o zika vírus é responsável por causar uma série de problemas, tanto para a mamãe quanto para o bebê.

O medo das gestantes ou mulheres que pretendem engravidar é que a síndrome congênita do zika vírus pode provocar malformações no bebê. Isso porque o vírus consegue atravessar a placenta, atingindo o cérebro do bebê e comprometendo seu desenvolvimento.

Entre as consequências, a doença mais frequente é a microcefalia, além de outras alterações neurológicas, como falta de coordenação motora e deficiência cognitiva. 

Como é identificada a infecção por zika vírus?

A infecção por zika vírus é identificada por meio dos sinais e sintomas apresentados pela grávida. Abaixo, listamos alguns deles:

Principais sintomas do zika na gravidez

  • Dor de cabeça
  • Vermelhidão nos olhos
  • Febre baixa
  • Manchas vermelhas que surgem no rosto e se espalham pelo corpo
  • Coceira
  • Mal-estar
  • Dor e inchaço nas articulações
  • Diarreia
  • Feridas na boca

Qual é o período de incubação do vírus?

O período de incubação do zika vírus é de 3 a 14 dias e os primeiros sintomas começam a surgir após este prazo, desaparecendo entre 2 a 7 dias. Ainda assim, é importante que a gestante vá ao obstetra para que seja verificado algum possível risco de transmissão do vírus para o bebê.

O risco de comprometimento cerebral do bebê é maior no primeiro trimestre de gestação, mas ele pode ser afetado durante toda a gravidez. Por isso é fundamental que a mulher faça o pré-natal adequadamente. 

Como se proteger?

O uso de roupas compridas que possam cobrir a maior parte da pele, além de repelente, é recomendável para afastar os mosquitos e se proteger contra o vírus da zika. 

Acender velas aromáticas de citronela também são eficazes, além do consumo de alimentos ricos em vitamina B1, que fazem com que os mosquitos fiquem de longe, já que o suplemento altera o cheiro da pele, afastando-os. 

Como ocorre a transmissão?

Há várias formas de transmitir o zika vírus. A principal é por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. O vírus também pode ser transmitido de mãe para filho ao longo da gestação ou ainda no momento do parto.

Existem estudos que mostram que a relação sexual desprotegida também pode vir a ser um foco de transmissão. 

Riscos para o bebê

A microcefalia é um dos principais riscos para o bebê contaminado pelo zika vírus. A doença é caracterizada pelo perímetro da cabeça inferior a 33 centímetros. Os sintomas vão desde deficiência intelectual a atraso na fala. 

Nos casos mais graves, pode haver convulsões e perda da funcionalidade muscular. O bebê também pode apresentar déficit cognitivo, falta de coordenação motora e dificuldade para enxergar.

A microcefalia não tem cura e o tratamento é feito com o controle dos sintomas e monitoramento frequente. 

O exame para saber se o bebê tem microcefalia é o ultrassom, momento em que pode ser observado um menor perímetro cefálico e por meio da medição do tamanho da cabeça quando ele nasce. 

A presença do zika vírus não pode ser detectada na corrente sanguínea do bebê durante a gestação. Os indícios giram em torno da presença do vírus no líquido amniótico, no soro ou no tecido cerebral, que indicam que houve infecção. 

Como o diagnóstico é feito?

Na gravidez, ele é feito pelo obstetra a partir de sintomas apresentados pela mãe do bebê e por alguns exames. 

Entre os principais exames capazes de identificar o vírus no organismo são:

Teste molecular PCR

Esse teste indica a presença ou não de infecção e a quantidade de vírus circulante, aspectos importantes para que o médico prescreva o melhor tratamento ao paciente.  

Teste rápido para zika

Esse teste apenas indica se há ou não infecção por meio da avaliação dos anticorpos circulantes no corpo contra o vírus. 

Exame diferencial para dengue, zika e chikungunya

Como essas doenças apresentam sintomas semelhantes, esse teste é constituído por reagentes específicos para cada uma dessas patologias. O resultado sai, em média, em duas horas.