Alimentos que influenciam o leite materno

Alimentos com sabor intenso, que contêm cafeína, leite e derivados, ou ainda algumas substâncias podem provocar alergia ou irritar o intestino do bebê

Mãe amamentando o bebê
Ellen Cristie
Ellen Cristie20, Maio - 20217.2 minutos de leitura

Assim como medicamentos e drogas podem passar para o bebê por meio do leite materno, a alimentação da mãe acaba sendo um fator importante na composição do leite.

Sendo assim, a mãe deve ter alguns cuidados com a própria dieta, principalmente evitando determinadas substâncias que podem ser transmitidas ao filho ou alterar o sabor do leite, dificultando, assim, o processo de amamentação e provocando alergias ou outros problemas, como alergias, intolerância, dermatites atópicas ou acnes neonatais.

Mas quais alimentos podem prejudicar o bebê?

Listamos, abaixo, alimentos com sabor intenso, que contêm cafeína, leite e derivados, ou ainda algumas substâncias que podem fazer mal (como bebidas alcoólicas), provocar alergia ou irritar o intestino do bebê. São eles: 

Bebidas alcoólicas

Além de reduzir sua produção, as bebidas alcoólicas passam rapidamente para o leite materno - entre 30 a 60 minutos, podendo afetar o sistema nervoso do bebê, comprometer o desenvolvimento neurológico e psicomotor e até causar atraso cognitivo (na fala) ou em atividades diárias, como andar ou correr.

O álcool também não é eliminado facilmente pelo organismo do bebê, podendo inclusive provocar intoxicação no fígado. 

Outros malefícios das bebidas alcoólicas são a redução da absorção de nutrientes pelo intestino da mãe, substâncias fundamentais para o desenvolvimento e crescimento do bebê. 

Chocolate

Embora seja difícil ficar sem comer chocolate - um dos líderes de consumo dos brasileiros -, as mamães devem ficar atentas aos efeitos negativos observáveis no comportamento do bebê. 

Como contém teobromina, substância similar à cafeína, responsável por provocar irritabilidade, prejuízos ao sono e diarreia no bebê, o chocolate deve ser consumido com parcimônia, evitando a ingestão diária.

Para se ter uma ideia, cerca de 100 gramas de chocolate tem, em média, 220 miligramas de teobromina. Essa substância pode ser detectada no leite materno duas horas e meia após a ingestão. 

Leite e derivados

Intolerância à lactose, alergia à proteína do leite de vaca e derivados. Essas são algumas das reações que podem afetar o bebê via leite materno.

É que ao consumir laticínios em excesso, o bebê muitas vezes não consegue digerir as proteínas e seu sistema biológico recebe o leite como se fosse um agressor ao seu organismo. 

Entre os malefícios do leite e seus derivados estão a incapacidade de digerir lactose, um carboidrato do leite de vaca, por ter pouca ou nenhuma lactase, enzima que digere a lactose; alergia que pode provocar sangue nas fezes, diarreia, cólica, assadura, choro intenso, além de prejuízos ao sistema respiratório e à pele.

Cafés, chás e refrigerantes

A cafeína, encontrada no café, nos refrigerantes à base de cola, energéticos e chás devem ser consumidos em baixas quantidades ou evitados durante a amamentação. 

O excesso de cafeína, assim como para os adultos, causa ansiedade, dificuldade de pegar no sono e irritação no bebê, que não consegue digerir bem a substância.

Mais de duas xícaras de café diariamente pode contribuir para a redução dos níveis de ferro no leite, diminuindo também os níveis de hemoglobina do bebê, o que pode provocar anemia. 

Uma opção - pelo menos em substituição ao café - é o descafeinado ou, no máximo, 200 miligramas de cafeína por dia.

Oleaginosas

Muita gente não sabe, mas o grupo das oleaginosas é formado por castanhas, amêndoas, nozes, pistache, amendoim, entre outros. Há bebês que desenvolvem alergia ou hipersensibilidade a esses alimentos.

A reação alérgica pode se manifestar na forma de coceira, formigamento na boca e nos lábios ou, em situações graves, de anafilaxia, uma espécie de hipersensibilidade aguda que ocorre em minutos e pode até levar à morte por alergia alimentar.