8 dores mais comuns na gravidez

Sempre nos referimos às alterações hormonais quando falamos de uma gestação, mas há outros incômodos proporcionados pelas transformações físicas na gravidez

Gestante com dores na região pélvica
Ellen Cristie
Ellen Cristie13, Maio - 20216.7 minutos de leitura

Que gestante nunca sentiu uma dor aqui e ali ao longo dos nove meses de gravidez? Sempre nos referimos às alterações hormonais quando falamos de uma gestação, mas não podemos nos esquecer de outros incômodos proporcionados pelas transformações físicas durante a gravidez. 

Dor nas costas (lombar)

É uma das maiores queixas das mulheres, porque pode se manifestar desde o início da gravidez. O aumento de determinados hormônios na corrente sanguínea - como a progesterona - faz com que os ligamentos e o sacro da coluna fiquem mais afrouxados, estimulando a dor.

Geralmente, mulheres que já têm histórico de dor nas costas antes da gravidez, seguirão com o problema. Em outras, a dor aumenta gradativamente, de acordo com o avanço da gestação. Manter as costas eretas, fazer alongamento e usar uma cinta de sustentação podem ajudar a reduzir o incômodo.

Dor nas mamas

As mamas da gestante começam a ficar doloridas já no primeiro trimestre da gravidez, especialmente em decorrência da liberação do hormônio prolactina. Além disso, as mamas podem ficar também mais sensíveis pelo aumento de peso e pela distensão da pele. 

Um sutiã adequado, com melhor sustentação nas alças e laterais mais largas podem minimizar o desconforto. 

Dor na região pélvica

As dores na região pélvica surgem com o aumento do útero, que acaba apertando os ossos da região da cintura, da virilha e da lombar, provocando o incômodo. Quanto maior a barriga fica, com o útero e o bebê crescendo também, mais intensas tornam-se as dores. 

Elas são mais comuns a partir do quarto mês de gravidez, quando o útero aumenta em demasia, ocupando o lugar do abdômen. 

Além de receber orientação médica - que pode envolver medicamentos específicos para a gestante, alongamentos ou alterações na postura -, é fundamental não carregar peso, fazer massagem, hidroginástica e, nos casos mais graves, investir em fisioterapia. 

Dor nas pernas

Ao tentar equilibrar o corpo, é comum que a gestante mude também a postura das pernas, o que faz com que elas fiquem mais arqueadas e, portanto, mais doloridas. A redução do retorno venoso também é frequente, já que o peso da mulher grávida aumenta, o que deixa os membros inferiores com dores e inchaços.

A mudança na postura das pernas geralmente sobrecarrega os músculos, podendo provocar câimbras. É como se os músculos ficassem mais encurtados e propensos a espasmos, especialmente à noite. 

Alongamentos podem minimizar as dores, assim como a ingestão de frutas e vegetais, no caso das câimbras. 

Dor de cabeça

Preocupação com a gravidez, com o bebê, com o  futuro. Essas mudanças podem afetar a mulher durante a gestação, provocando uma cefaleia tensional. 

Com a evolução da gravidez, é possível que a mulher comece a sentir dores de cabeça em decorrência da mudança de sua postura, da região do pescoço e da coluna cervical. Boas noites de sono, técnicas de relaxamento e analgésicos específicos para grávidas podem ajudar a reduzir as dores.

Dor nas articulações

Ao reter mais líquidos, sintoma típico da gravidez, as mulheres podem apresentar edema nas articulações, o que provoca dor local. 

A gestante pode também ser diagnosticada com síndrome do túnel do carpo, uma doença resultante da compressão do nervo mediano localizado no punho, o túnel do carpo.

Atividade física e uma dieta com pouco sal podem reduzir o incômodo.

Cólicas

Elas surgem, geralmente, no início da gravidez em decorrência do aumento gradativo do útero. Nessa fase, é comum a maior produção de gases intestinais, o que causa uma distensão da região. 

Um analgésico associado a um banho quente pode fazer a gestante se sentir melhor. 

Em casos mais graves, procure orientação médica, porque algumas dores abdominais podem significar abortou ou parto prematuro. 

Dores no estômago

Tanto a queimação quanto a indigestão são muito comuns no primeiro e no terceiro trimestres. É que os hormônios da gravidez fazem com que a válvula entre o esôfago e estômago fique relaxado, contribuindo para que o ácido estomacal vaze e provoque queimação.

O ideal é jantar cedo, não se deitar após as refeições e cortar determinados alimentos do cardápio, como produtos apimentados, chocolate, cafeína etc. 

São muitas as vivências da gestante nesses nove meses. O importante é que todas as dores são possíveis de solução e não devem afetar a vida da futura mamãe.

Cuide-se e siga em frente, sabendo que, em breve, você estará com seu bebê no colo e nem mais vai lembrar que dores teve. Boa sorte!