8 dicas para solteiros com filhos

Veja abaixo situações em que ainda é possível conseguir algumas boas horas para realizar as atividades sem comprometer o dia a dia dos pequenos

Mãe brincando com o filho
Ellen Cristie
Ellen Cristie11, Maio - 20216 minutos de leitura

As novas configurações familiares nas últimas décadas deram abertura para o surgimento de uma categoria que antes era discreta nas estatísticas demográficas nacionais.

Mas, a partir de 2015, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou uma nova realidade: as mães solteiras representam 26,8% das famílias com filhos e o pais solteiros 3,6%, ou seja, 30,4% dos brasileiros que têm filhos são solteiros.

É no cotidiano e na prática diária que os solteiros passam alguns ‘apertos’ quando estão sozinhos cuidando dos filhos. Quando eles ainda são bebês, é possível aproveitar as horas de sono, mas aos 2, 3, 4, 5 anos, fica difícil controlar as ferinhas.

Então, listamos abaixo situações em que ainda é possível conseguir algumas boas horas para realizar as atividades sem comprometer o dia a dia dos pequenos. Vamos a elas:

Faça seu filho se sentir útil

Quaisquer atividades que for realizar, como cozinhar, arrumar a casa, fazer compras ou até conversar com os vizinhos, tente, sempre que possível, incluir seu (sua) filho (a) no projeto. Nada é mais gratificante que chegar em casa lotada de sacolas de supermercado e ver seu (sua) pimpolho (a) carregando frutas, verduras e legumes, se sentindo útil e importante. 

Reserve um tempo para você

Na hora em que você precisar tomar banho ou ir ao banheiro ‘reservadamente,’ se é que dá para entender, ponha o programa preferido dele (a) na televisão ou um filme que seu (sua) filho (a) ame. Você tem um espaço decente de tempo e terá a certeza de que ele (a) estará bem. Geralmente, as pessoas não são a favor de crianças em frente à televisão quatro, cinco horas por dia, mas, na emergência, é eficaz.

Garanta uma noite tranquila

Em hipótese alguma, entregue um presente a seu (sua) filho (a) perto do horário de dormir. Você pode correr o risco de a criança ficar muito excitada e não terá quem te ‘renda’ na lida de escovar os dentes, contar histórias e colocar para dormir. Até ele (ela) cair no sono, você estará morto (a) de cansaço. Faça atividades consideradas ‘tranquilas’, como ouvir uma música que ele (ela) goste (volume baixo), ler um livro ou simplesmente bater papo.

Crie histórias com mensagens educativas

Histórias inventadas surtem um efeito duradouro se você quer ensinar algo para seu (sua) filho (a) e não está tendo sucesso da forma tradicional. Há quem use sempre os mesmos personagens e crie histórias como se fossem episódios. A dica é inventar personagens e ir passando os “recados” que você queira transmitir por meio deles.

Aproveite o tempo ocioso

As atividades extracurriculares dos filhos podem ajudar os pais a entrar em forma de novo. Algumas academias oferecem aulas de natação para crianças e adultos ou enquanto ele (a) faz natação, você pode fazer musculação. Há pais e mães que fazem pilates enquanto os filhos fazem judô/artes marciais. 

Aja com naturalidade

É muito comum que crianças se sintam ameaçadas diante de um novo amor que surge na vida do pai ou da mãe. Esse ciúme pode ser controlado se os pais souberem lidar com essa situação de forma natural e divertida. Tente incluir o novo integrante da família nas brincadeiras, na contação de histórias, enfim, no seu dia a dia com seu filho. Caso perceba um clima muito ruim, recue um pouco, dê tempo ao tempo. Se nesse tempo nada surtir efeito, converse com a criança. Sempre com naturalidade.

Crie “combinados”

Uma das melhores formas de transmitir confiança a seu filho é criar “combinados” com ele. Essa programação pode ser diária ou semanal, desde que seja cumprida. Além de ser uma forma de interagir com ele, é uma maneira de organizar a rotina, realizando as atividades - sejam escolares, sejam de lazer. 

Ignore as críticas

Muitas pessoas costumam julgar determinadas posturas, especialmente quando o assunto é a criação dos filhos. Uns falam isso, outros acham aquilo e por aí vai. Sendo solteiro (a), difícil não gerar comentários. O mais importante é ignorar as críticas e seguir firme, com o propósito de ser feliz. E ponto final.

Enfim, há várias formas de criar um filho sozinho (a). E, diga-se de passagem, tão bem quanto se um fosse dois. E que lição maravilhosa a criança pode tirar dessa experiência. Sabe aquela história ‘meio copo vazio, meio copo cheio’? Pois é, sem mais.