6 dicas para quem cuida do filho sozinho (a)

Com o avançar dos anos, pais solteiros têm se tornado mais frequentes, seja pela menor duração dos casamentos ou por novos modelos de configuração familiar

Mão de um homem segurando a mãozinha de uma criança
Ellen Cristie
Ellen Cristie31, Maio - 20215.7 minutos de leitura

No cotidiano e na prática diária convivendo com os filhos, muitos pais vivenciam situações inesperadas. Mas, na maior parte das vezes, pai e mãe se dividem, um dando suporte ao outro, compartilhando dúvidas e sentimentos.

Mas e quando você é um só - solteiro, separado ou viúvo - cuidando sozinho de um filho. Quando são bebês, ainda é possível aproveitar as horas de sono, mas aos 2, 3, 4, 5 anos, fica difícil controlar as ferinhas.

E esse contingente não é formado por tão pouca gente assim, com a presença maciça das mulheres sozinhas ou solteiras no comando das famílias. Segundo dados do IBGE, em 2015, mulheres e homens solteiros com filhos representavam 26,8% (mães) e 3,6% (pais), ou seja, mais que 30% do total de famílias brasileiras com filhos.

Com o avançar dos anos, pais solteiros têm se tornado mais frequentes, seja pela menor duração dos casamentos ou por novos modelos de configuração familiar proporcionados por comportamentos mais modernos das famílias e um melhor entendimento da sociedade acerca das relações humanas.  

Para quem vive essa experiência “solo” e ainda não sabe lidar com esse cenário muitas vezes assustador, listamos abaixo 6 dicas que podem ajudar você a cuidar do seu filho. Veja: 

Inclua seu filho nos seus afazeres

Quaisquer atividades que for realizar, como cozinhar, arrumar a casa, fazer compras ou até conversar com os vizinhos, tente, sempre que possível, incluir seu (sua) filho (a) no projeto. Nada é mais gratificante que chegar em casa lotada de sacolas de supermercado e ver seu (sua) pimpolho (a) carregando frutas, verduras e legumes, se sentindo útil e importante.

Reserve algum tempo para você

Na hora em que você precisar tomar banho ou ir ao banheiro ‘reservadamente’, ponha o programa preferido dele (a) na televisão ou um filme que seu (sua) filho (a) ame. Você tem um espaço maior de tempo e terá a certeza de que ele (a) estará bem. Não é que a criança deva ficar em frente à televisão quatro, cinco horas por dia, mas, na emergência, é eficaz.

Deixe o período da noite para atividades 'tranquilas'

Em hipótese alguma, entregue um presente a seu (sua) filho (a) perto do horário de dormir. Você pode correr o risco de a criança ficar muito excitada e não terá quem te ‘renda’ na lida de escovar os dentes, contar histórias e colocar para dormir. Até ele (ela) cair no sono, você estará morto (a) de cansaço. Faça atividades consideradas ‘tranquilas’, como ouvir uma música que ele (a) goste (volume baixo), ler um livro ou simplesmente bater papo.

Conte histórias usando a imaginação

Histórias que inventamos surtem um efeito duradouro se você quer ensinar algo para seu (sua) filho (a) e não está tendo sucesso da forma tradicional. Uma boa ideia é trabalhar sempre com os mesmos personagens e criar histórias como se fossem episódios. É uma forma de passar “recados” que muitas vezes os pais não conseguem no dia a dia, como fazer birras ou mostrar língua, por exemplo.

Participe do mundo do seu filho

As atividades extracurriculares podem ajudar você e seu filho a interagir. Que tal se você participar de algum esporte ou ficar algumas horas com ele - aulas de natação, passeios de bicicleta, uma partida de futebol ou até mesmo um filme bacana.  

Quando você realmente entra no mundo do seu filho, você passa a ocupar um lugar especial na vida da criança. Além disso, ela passa a ter mais segurança e a se sentir acolhida no ambiente familiar. 

Peça ajuda e busque informação

Nos momentos de desespero total, em que tudo que você faz não dá certo, não fique em dúvida. Busque a ajuda das redes de apoio - aquelas pessoas especiais, familiares ou amigos, sempre dispostos a ajudar em tempos difíceis.

Em último caso, marque uma consulta com um psicólogo infantil ou com um pediatra para orientá-lo (a) da melhor forma possível. Não guarde nada para si. 

A vida “solo” muitas vezes é desgastante, mas, depois que seu bebê cresce, começa a falar as primeiras palavras e a andar, as coisas vão se ajeitando. E nada melhor que curtir o (a) filhote (a) participando ativamente da vida dele, não é mesmo?